
A cidade de Davos, na Suíça, está sediando o Fórum Econômico Mundial, uma reunião entre as maiores empresas do mundo e representantes de vários países. Ano passado, as discussões do fórum ficaram bastante focadas na questão do meio-ambiente e fontes renováveis de energia, mas nesse ano, mesmo com as presenças do vocalista Bono Vox, que cismou em ser o novo orador das boas causas e do ex vice-presidente americano Al Gore, o fórum desse ano promete ser mais econômico do que nunca.
Com o risco de recessão da economia norte-americana, os principais debates e conversas ao pé-do-ouvido acabam sendo sobre esse assunto que muitos tremem só de imaginar.
E com razão - a idéia de que com China e Índia crescendo vertiginosamente poderia desforcar a atenção do mundo para a economia dos Estados Unidos caiu por terra. O que muitos parecem não entender, é que China e Índia cresceram em grande parte, por causa de suas exportações para os americanos. As commodities, que são os bens de consumo, foram a princesa das exportações desses países asiáticos e caso os EUA caiam nessa recessão, as exportações irão cair, os lucros serão menores e China e Índia vão sentir na pele os efeitos do espirro americano. Os economistas já dizem que a recessão já começou em alguns estados americanos, como a Flórida, mas os efeitos isolados desses estados ainda não são perceptíveis.
Quer os mais otimistas queiram ou não, os EUA ainda ditam os rumos da economia global.

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