domingo, 17 de fevereiro de 2008

8 longos anos.



No último dia 14, o presidente estadunidense George Bush concedeu uma entrevista à britânica BBC digna de final de mandato. Enquanto os candidatos à um assento na Sala Oval se engalfinham, o presidente Bush começa a juntar seus trapos para deixar o cobiçado endereço da Avenida Pensilvânia. Entre os muitos assuntos tratados na entrevista, assuntos os quais renderiam uma postagem, uma única frase dele será o nosso tema de discussão - "And history will judge - the decisions made during this period of time as necessary decisions" que traduzindo - "E a história irá julgar - as decisões tomadas nesse período como decisões necessárias".

Não precisa de tanto tempo assim! As decisões tomadas pelo 43º presidente dos Estados Unidos podem ser discutidas agora - e a retrospectiva não é tão boa não.
George Bush entrou na Casa Branca sob circustâncias que ainda geram debates - ele tomou posse empurrado pela Suprema Corte depois de ficar com quase 500 mil votos a menos que seu rival na época, Al Gore. Saiu vencedor pelo número de delegados conquistados. Diferença de apenas 5.
Isso é no mínimo curioso uma vez que Bush é o maior pseudo porta-voz da democracia do mundo. É ele que interfere em republiquetas pelo mundo todo, invade o Iraque com o falso pretexto de tirar um ditador e instaurar uma "democracia", enfim, enfim.
George Bush é uma auto-antítese - prega pelo mundo a necessidade dos direitos democráticos e da liberdade do homem, mas foi seu governo que usou dos meios mais sórdidos contra prováveis terroristas, usando técnicas de tortura em interrogatórios espalhados por prisões secretas em países do Leste Europeu, prisões em países que invadiu ou que co-governa e o clássico exemplo da prisão na baía de Guantánamo, em Cuba.
Bush, na sua mirabolante e digna de roteiro hollywodiano "guerra ao terror", privou até mesmo seus compatriotas do direito de privacidade e liberdade - com sua retórica de "pelo bem da América", ele instaurou no país um verdadeiro clima de terror ao por na cabeça de cada americano que qualquer um, mas principalmente muçulmanos podem a qualquer momento se explodir num ato terrorista. Com isso, nunca na história americana houve tanta espionagem, escutas telefônicas que passaram a não ter necessidade de autorização da justiça e quebra dos direitos civis - o maior orgulho de qualquer americano tinha.
E quem embarcou com Bush em suas campanhas se deu bem, principalmente as indústrias bélicas, química e de petróleo da onde saiu o vice-presidente Dick Cheney e o próprio Bush. Nunca essas empresas lucraram tanto, e o melhor, em tão pouco tempo - o investimento na campanha veio mais rápido do que o maior dos otimistas poderia imaginar. Nem preciso me prolongar para explicar como esses ramos lucraram... duas palavras explicam os lucros bilhionários - Afeganistão e Iraque.
Quando falam que a história contemporânea se divide em pré e pós-11 de setembro, não é nenhum exagero. Depois desse dia, o mundo mudou sim, e para pior. Enfiaram-nos guela abaixo um regime de terror, de medo, insegurança, no melhor sentido dessas palavras. O mundo hoje é instável - não sabemos qual será o próximo devaneio do Império Des(unido) do Norte.
Bush disse que a história irá julgar seus atos, mas como vimos, isso não será preciso. Claro, isso acontecerá como tudo sempre acontece - coisas ruins, nunca são gravadas no momento em que acontece, como por exemplo os alemães da era nazista que sequer imaginavam a insanidade de seu líder Adolf Hitler e como a história o condenaria para sempre. Para Bush, a recíproca é verdadeira.

2 comentários:

Anônimo disse...

Fala rapaz!

que beleza de blog, hein?

parabéns pelos posts! AMEI!
Esse do bush está divino! (sem trocadilho, hahaha)

Bjuxx!

Anônimo disse...

faaaaaaaaaaaala sem noção!

fodááástico esse post do bush-fdp, hein?

da hora o blog!

bração aí!