[depois de muuuuuuuuuuuuuito tempo sumido!]
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O título do post, imagino eu, nem precisa de muitas explicações. O nome dessa menina é hoje um dos mais falados e comentados pelo país. Semana passada, estava no centro de Belo Horizonte e duas situações me chamaram atenção: ao chegar na fila do médico o assunto que (já) estava sendo discutido era o de Isabella. O assunto era debatido em um misto de raiva, excitação e tristeza por um senhor, uma pseudo-inteligente (digo isso porque em um dado momento, ela me solta a pérola que "se o Brasil fosse colonizado pela Inglaterra, as coisas aqui seriam diferentes") e uma jovem senhora, aparentando não ter mais que 35 anos. Naquele momento, mais ouvi do que falei porque queria ver de que modo essas três pessoas tratariam aquele assunto. Não constatei nada de diferente: todos eram, fervorosamente a favor da condenação do "pai" e da má(drasta) de Isabella. A pseudo-inteligente defendeu até pena de morte, mas não vou entrar no mérito dessa discussão.
Na outra situação, foi na volta á casa: esperando o ônibus em plena alameda, sentado junto com algumas pessoas e outras tantas em pé. Naquela típica "conversa quebra-gelo", uma senhora bem velhinha puxou o assunto com outra que aparentava ter a mesma idade. Uma mulher do lado ficou observando e empolgada com o assunto, entrou na conversa. Em menos de 5 minutos, todos, sem exceção, os que ficaram no ponto começaram a discutir o assunto. Até eu me aventurei em falar algumas palavras, condenando o casal, assim como todos os que estavam no ponto.
O que me impressionou foi a repercussão desse caso. Sem nenhum exagero que o que vemos diariamente na TV, rádio, jornal e internet parece uma novela. Um crime, emocionante e que choca por ter num dos papéis principais a figura paternal como o principal suspeito e cliché, ao ponto que a madrasta é também uma das suspeitas. Revigorante, pelo lado da mãe da menina que mostra incrível controle emocional. E no meio de tudo isso, a personagem central, que nem chegou a ser vista pelo público: Isabella.

2 comentários:
O negócio eh o seguinte: O povo brasileiro dificilmente forma uma opinião própria. Eles só repetem o que escutaram da boca do Willian Bonner e jogam um comentário mais estúpido possível em cima disso.
Quando estiver no ônibus o melhor a fazer é escutar um som bem alto e relaxar. Não perca seu tempo conversando com donas de casa e aposentados desconhecidos.
saudade dos seus posts querido!
=)
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