sexta-feira, 9 de maio de 2008

"And The Winner* is..."

... Barack Obama ladies and gentlemen.
"*Really, we're pretty sure this time" - Sério, nós temos total certeza dessa vez.

Sim, agora realmente é certo. Ao receber minha Time ontem, não pude negar. Barack Obama é com certeza o candidato Democrata à presidência dos Estados Unidos. A outra postulante do partido, a senadora por Nova York Hillary Clinton, que tinha minha total simpatia, foi derrotada por mérito pelo senador de Illinois. No início da campanha, o mundo mas sobretudo os americanos, não tinham dúvida que a escolhida seria a senadora Hillary, por motivos (que eram) óbvios: era mais preparada por já ter uma longa carreira na política, foi primeira-dama por oito anos e por isso conheceu de camarote os bastidores da vida na Avenida Pensilvânia e teria como supporter um dos mais carismáticos e populares presidentes que os Estados Unidos já tiveram - Willian Clinton. Sim, acreditem, Bill é apelido para Willian. Tudo isso, criava um ambiente altamente favorável para a senadora. Ela não sabia porém, que o oba-oba iria se dissipar de alguém vindo do Oeste.
O senador Barack Obama, por outro lado, entrou na campanha desacreditado: estava no seu primeiro mandato político e... sim, só isso mesmo. O currículo do senador conta somente com isso mesmo: senador por Illinois. A campanha dele porém, foi tomando forma com o passar do meses e cada vez mais ganhando a simpatia dos americanos. Dono de uma retórica invejável e inegável, Obama conseguiu cativar em seu discurso os americanos que estavam desacreditados com o governo de George Bush e na ânsia pelo novo, alguém que pudesse dar cara nova à política, uma vez que, concordo, a senadora é figurinha carimbada na política.
Os Estados Unidos são um país profundamente marcado por divisões raciais, onde os estados do sul são tradicionalmente de população negra e os estados do norte com população majoritariamente branca. Os estados do norte, são conhecidos pela população com alto grau de instrução e também por ser sede das grandes indústrias e principais empresas norte-americanas enquanto os estados do sul sofrem pelo alto grau de desemprego e descaso dos últimos governos federais. Tudo isso fruto da Guerra de Secessão, que criou profundas marcas no que é o ser "eu-norte-americano".
Dado esse panorama, o senador (embora não seja de um estado so sul), conseguiu em seu discurso unir os abastados do norte e os de sua mesma cor (por favor, não leiam isso como um preconceito meu, mas apenas como se realmente dão as coisas por lá), ansiosos por um presidente capaz de diminuir as diferenças.
A senadora Hillary, por outro lado, teve a seu favor, as mulheres, os imigrantes (principalmente os latinos) e os mais velhos, que vêem Obama com certa desconfiança. Com maior popularidade nos grandes estados, a senadora venceu as prévias democratas em todos eles, enquanto Obama venceu em estados menores porém em número bem maior que a senadora.
O tempo foi passando, o candidato Republicano lançado e a indefinição dos Democratas persistiu por vários meses. Nesse meio tempo, vários debates na televisão, comícios em diversas cidades e uma campanha disputadissíma. Porém, o resultado agora é evidente: depois das prévias da Carolina do Norte e Indiana, é irreversível a derrota de Hillary. Embora a senadora dizer que não irá desistir até a última prévia, o resultado que ela teria de ter nas seis últimas prévias são impossíveis de serem alcançadas. Porém, algo é inegável: o vigor de Hillary, que parece não se abater jamais embora tenha passado por inúmeros altos e baixos na campanha.
Escolhido o candidato Democrata, uma outra batalha e essa do âmbito de todos os eleitores deve ser travada: o tabu. E o pior que pode existir: o do preconceito. Obama terá que conquistar agora muitos que o vêem com extrema desconfiança, não só por ser inexperiente mas também por ser negro, conforme mostra algumas pesquisas de opinião. Uma solução que pode ser tomada, e que seria bastante interessante seria colocar a senadora Hillary como vice na chapa de Obama. Restaria saber (apenas) se ela aceitaria ficar em segundo plano. Essa sim seria uma ótima solução, não só para os Democratas mas também para toda a população americana, que caso aprovasse essa chapa, estaria quebrando dois gigantescos tabus: um homem negro na presidência da maior nação do planeta e como vice, não um magnata, mas sim uma mulher.
Claro que para isso acontecer, Obama e Clinton teriam de acertar os ponteiros, mas isso é altamente cabível de se acontecer numa conversa longe das câmeras e microfones.
Se isso realmente acontecer, será bom para os norte-americanos e para o mundo todo, que notam com clareza que esses dois realmente querem passar uma borracha no que os Estados Unidos foram nos últimos oito anos.

4 comentários:

Anônimo disse...

Fessôrrrrrrr! uhsuhsusuhhsuusus

Tu escrevi bem, neh naum?
Mt bom!

Bjiiin =)

Anônimo disse...

Ótimo como sempre querido!
Te ligo hoje pra ver se melhorou!

Anônimo disse...

Lucas, digo, xará,

"And The Winner* is..." - um texto de agradável leitura, mas sobretudo, bem contextualizado e revelador (de sua capacidade crítica diante dos fatos políticos e sociais).

Creio também que a melhor saída para os EUA será a aliança Obama e Clinton. Essa união certamente derrubaria a onda que se faz acerca de John McCain, "primo das idéias ignóbeis" de Bush.

Ah! Coloquei seu blog nos meus favoritos pra facilitar!

Anônimo disse...

beeeeenhêêêêeeee!

arrasou cm sempri neh?

o do ronaldo tah show tmb!

adoroooo²

bjux!