Domingo, 29 de Março de 2009

Novo blog: LUFECAP

ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO!

O Foco Geral, é verdade, ficou desatualizado por um bom tempo!
Mas depois de tantos meses longe, conferi as estatísticas de acesso ao site e surpreendentemente pude ver que o blog ainda era acessado! Claro, coisa pequena: entre 2 e 4 cliques por dia! Talvez isso seja por conta do nome: se você digitar "foco geral" no Google, verá que o blog aparece como o 3° resultado da busca!
Bom, enfim, tenho a alegria de anunciar a reatiavação do blog, não como Foco Geral, mas lufecap, uma sigla-brincadeira com meu nome. O endereço por enquanto é o mesmo, focogeral.blogspot.com, mas em breve, atualize para lufecap.blogspot.com
See you around, people!

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Reencarnação - III

Como diz um colega meu, "a vida não é fácil pra ninguém", por isso, mesmo morrendo de dor de cabeça teremos um post.

Caros leitores, "Reencarnação" está cada dia melhor! Ontem, achei que teríamos o desfecho do dramalhão ainda hoje, porém, fomos brindados com o que pode ter sido um penúltimo capítulo. Ahh, por quê? Agradeçam à oposição! Depois de uma inteligente manobra do deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), a votação da emenda 29 que amplia os recursos da saúde, foi adiada pela segunda vez. O presidente da CMJ (Casa da Mãe Joana), Arlindo Chinaglia marcou nova votação para amanhã, mas a oposição já diz que o texto não poderá ser votado na data marcada. O motivo: falta de quórum. Quinta-feira, pasmem, há um grande esvaziamento na CMJ, que sem a presença de certo número de deputados não consegue votar alguns textos. Caso isso aconteça, a votação ficará para semana que vem, ou seja, "Reencarnação IV" para nosso puro deleite.
Entrando em outro assunto, esse do quórum na CMJ, a desculpa clássica dos senhores deputados é: "Saímos de Brasília mais cedo para voltarmos aos estados de origem e termos um contato com as bases". Bases caro leitor, somos você e eu. E claro que os nobres (sic) deputados estão corretos, não é mesmo? Todo fim de semana, esbarramos com um deputado pelo mercado, na padaria, num shopping center, na praça e todos eles, claro, em intenso contato com o povo. Tudo transcende o ridículo, o patético. Qualquer um sabe que esses parlamentares fazem tudo, menos entrar em contato (ainda mais corpo-a-corpo) quando retornam aos estados. Se, de forma extremamente hipotética os deputados fizessem esse corpo-a-corpo como dizem que fazem, saberiam que nenhum cidadão aprova a criação dessa tal de CSS. Mas parece que eles se esquecem que foram eleitos para representarem o povo e seus anseios. O site da Câmara diz em sua home: "A casa de todos os brasileiros". Mentira. Mentira deslavada. No Brasil, os deputados apenas lembram de si mesmos, buscando beneficiamento próprio (ou de algum "cumpadre") e somente isso. Vergonhoso, não só isso, mas tudo que envolve a Casa... da mãe Joana.

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Reencarnação - parte II

Semana passada, quando brinquei que "Reencarnação" não se tratava de um nome de novela, cometi um engano. Depois de hoje, podemos sim dizer que tudo está parecendo um grande dramalhão mexicano. E tchan, tchan, tchan, tchan: o final não foi revelado hoje caro leitor, mas amanhã, segundo projeções da base governista. A ofensiva que foi desencadeada na Casa da Mãe Joana, às vezes também chamada de Câmara dos Deputados, promete reunir número suficiente de hóspedes, ou deputados para a aprovação da emenda 29 incluindo a crição da Contra Seu Salário, ou Contribuição Social da Saúde, seu apelido carinhoso.
Enfim, o suspense aumenta a cada novo dia e a ansiedade também para enfim conhecermos o desfecho dessa grande história que tem na produção geral, direção e roteiro a Câmara dos Deputados e seus nobres membros.

Domingo, 1 de Junho de 2008

Sem fronteiras

A informação nos leva ao mundo, nós levamos a informação até você.

É com esse slogan que o blog SEM FRONTEIRAS entrará no ar. O blog, idéia dos meus amigos de faculdade Lucas Fernandes (sim, quase um homônimo), André Martins e esse que vos fala, promete trazer muito conteúdo para os internautas. Estamos trabalhando em diferentes frentes para colocar o blog no ar e esperamos que isso ocorra na próxima semana. O que pode atrapalhar a data do lançamento é pura e simplesmente a sobrecarga de atividades que nós, pobre calouros estamos enfrentando em final de semestre. Mas com certeza estamos nos esforçando ao máximo para que tudo saia conforme planejamos.
O que posso antecipar é que o blog contará com editorias fixas (sete se não me engano), além da participação de colaboradores que publicarão seu conteúdo esporadicamente. Os textos garanto que serão da maior qualidade já que os outros dois blogmasters escrevem textos invejáveis, realmente muito bons.
Em linhas gerais é isso que pode ser dito. Quando da inauguração do blog, vocês saberão com mais detalhes dessa nossa proposta que tem tudo para dar certo por ser em sua essência um diferencial dos blogs de hoje.
ANEXOS
1º - http://coluna.finpealternativa.projetoargumentum.com.br/olharalternativo/ - Blog, ótimo diga-se de passagem do Lucas Fernandes. Texto inteligente, fácil e de muito conteúdo.

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Reencarnação - parte I

Não, não é o mais novo título de uma novela do SBT. Tampouco um post sobre uma experiência espírita ou algo de outro mundo. A "reencarnação" a qual me refiro é aquela que os nobres (sic) deputados estão tentando, lá na Casa da Mãe Joana, às vezes lembrada também como Câmara dos Deputados. Os deputados da chamada base aliada, que apoiam o Governo, estão planejando a volta da famigerada CPMF. Claro, com uma nova sigla, muito simpática por sinal e que nos permite no mínimo dois trocadilhos: CSS - Contribuição Social da Saúde. Os deputados da oposição a chamam de Contribuição sem sentido e hoje à tarde, o presidente da FIESP, Paulo Skaf nos brindou com outro significado: Contra o seu salário. Ambos os nomes, corretos digam-se de passagem.
É no mínimo repugnante sequer imaginar a volta de um tributo que foi brilhantemente extinto pelo Senado Federal no final de 2007. A CPMF, criada ainda no governo Fernando Henrique tinha o mote inicial de ser destinada à área da saúde, financiando esse setor extremamente frágil e carente no Brasil. Tudo ficou, claro, apenas na "boa vontade". O dinheiro arrecado não era destinado à saúde mas sim usado para pagamento de juros de dívidas do Governo além de ter sido uma generosa fonte para a "caixinha" do ministério de Guido Mantega, o da Fazenda.
Caso ainda vigorasse esse ano, a CPMF arrecadaria cerca de R$ 40 bi, dinheiro esse que segundo o Governo fará falta. Daí, na mentalidade tacanha do Governo, a necessidade de criação de mais um imposto, que segundo o líder do PT na Câmara, é uma "questão de solidariedade" nossa para com a saúde. Tudo não passa de uma grande mentira, tudo de tamanha sordidez que é chamar o brasileiro de burro. O Governo não precisa do dinheiro que seria arrecadado pela CPMF já que o recolhimento de impostos bate a cada novo cálculo novos e impressionantes recordes. Um país com quase 40% do valor do PIB arrecadados em impostos não precisa de mais um incidindo sobre o brasileiro que comemorou hoje a sua liberdade fiscal, ou seja, a partir da data de hoje, tudo o que ganharmos será destinado ao nosso bolso e não destinado ao Governo. Sim, é isso mesmo - o brasileiro trabalhou quase cinco meses exclusivamente pagando impostos, que digam-se de passagem, não são revertidos para nós. Para ser ainda mais exato, cerca de 1%. Apenas 1% de tudo o que é arrecado em impostos é gasto em investimentos. Os outros 99%, são gastos no pagamento da despendiosa e onerosa máquina pública.
Outro exemplo de que o Governo não precisa desse dinheiro, é que hoje o Ministro da Agricultura anunciou que a União renegociará a dívida dos produtores rurais, um montante avaliado em R$ 75 bi. Quem abre mão de uma quantia dessa, com certeza não precisa dos R$ 10 bi que a CSS pretende arrecadar esse ano.
O Governo Federal possui sim dinheiro suficiente para, se quisesse, reaparelhar e reestruturar toda a área da saúde e cumprir o que estipula no chamado PAC da Saúde em destinar 10% do arrecado pela União para esse setor.
Veremos o desfecho dessa novela, que até o exato minuto que esse blogueiro vos escreve, está se desenrolando num capítulo dentro da Câmara dos Deputados, tendo nós como telespectadores assistindo atônitos a mais uma investida de mexer com nosso dinheiro. Parece história de ficção, mas não é.
Até o capítulo II!
Portanto, não percam na próxima terça o eletrizante 2º capítulo de "Reencarnação"

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

"And The Winner* is..."

... Barack Obama ladies and gentlemen.
"*Really, we're pretty sure this time" - Sério, nós temos total certeza dessa vez.

Sim, agora realmente é certo. Ao receber minha Time ontem, não pude negar. Barack Obama é com certeza o candidato Democrata à presidência dos Estados Unidos. A outra postulante do partido, a senadora por Nova York Hillary Clinton, que tinha minha total simpatia, foi derrotada por mérito pelo senador de Illinois. No início da campanha, o mundo mas sobretudo os americanos, não tinham dúvida que a escolhida seria a senadora Hillary, por motivos (que eram) óbvios: era mais preparada por já ter uma longa carreira na política, foi primeira-dama por oito anos e por isso conheceu de camarote os bastidores da vida na Avenida Pensilvânia e teria como supporter um dos mais carismáticos e populares presidentes que os Estados Unidos já tiveram - Willian Clinton. Sim, acreditem, Bill é apelido para Willian. Tudo isso, criava um ambiente altamente favorável para a senadora. Ela não sabia porém, que o oba-oba iria se dissipar de alguém vindo do Oeste.
O senador Barack Obama, por outro lado, entrou na campanha desacreditado: estava no seu primeiro mandato político e... sim, só isso mesmo. O currículo do senador conta somente com isso mesmo: senador por Illinois. A campanha dele porém, foi tomando forma com o passar do meses e cada vez mais ganhando a simpatia dos americanos. Dono de uma retórica invejável e inegável, Obama conseguiu cativar em seu discurso os americanos que estavam desacreditados com o governo de George Bush e na ânsia pelo novo, alguém que pudesse dar cara nova à política, uma vez que, concordo, a senadora é figurinha carimbada na política.
Os Estados Unidos são um país profundamente marcado por divisões raciais, onde os estados do sul são tradicionalmente de população negra e os estados do norte com população majoritariamente branca. Os estados do norte, são conhecidos pela população com alto grau de instrução e também por ser sede das grandes indústrias e principais empresas norte-americanas enquanto os estados do sul sofrem pelo alto grau de desemprego e descaso dos últimos governos federais. Tudo isso fruto da Guerra de Secessão, que criou profundas marcas no que é o ser "eu-norte-americano".
Dado esse panorama, o senador (embora não seja de um estado so sul), conseguiu em seu discurso unir os abastados do norte e os de sua mesma cor (por favor, não leiam isso como um preconceito meu, mas apenas como se realmente dão as coisas por lá), ansiosos por um presidente capaz de diminuir as diferenças.
A senadora Hillary, por outro lado, teve a seu favor, as mulheres, os imigrantes (principalmente os latinos) e os mais velhos, que vêem Obama com certa desconfiança. Com maior popularidade nos grandes estados, a senadora venceu as prévias democratas em todos eles, enquanto Obama venceu em estados menores porém em número bem maior que a senadora.
O tempo foi passando, o candidato Republicano lançado e a indefinição dos Democratas persistiu por vários meses. Nesse meio tempo, vários debates na televisão, comícios em diversas cidades e uma campanha disputadissíma. Porém, o resultado agora é evidente: depois das prévias da Carolina do Norte e Indiana, é irreversível a derrota de Hillary. Embora a senadora dizer que não irá desistir até a última prévia, o resultado que ela teria de ter nas seis últimas prévias são impossíveis de serem alcançadas. Porém, algo é inegável: o vigor de Hillary, que parece não se abater jamais embora tenha passado por inúmeros altos e baixos na campanha.
Escolhido o candidato Democrata, uma outra batalha e essa do âmbito de todos os eleitores deve ser travada: o tabu. E o pior que pode existir: o do preconceito. Obama terá que conquistar agora muitos que o vêem com extrema desconfiança, não só por ser inexperiente mas também por ser negro, conforme mostra algumas pesquisas de opinião. Uma solução que pode ser tomada, e que seria bastante interessante seria colocar a senadora Hillary como vice na chapa de Obama. Restaria saber (apenas) se ela aceitaria ficar em segundo plano. Essa sim seria uma ótima solução, não só para os Democratas mas também para toda a população americana, que caso aprovasse essa chapa, estaria quebrando dois gigantescos tabus: um homem negro na presidência da maior nação do planeta e como vice, não um magnata, mas sim uma mulher.
Claro que para isso acontecer, Obama e Clinton teriam de acertar os ponteiros, mas isso é altamente cabível de se acontecer numa conversa longe das câmeras e microfones.
Se isso realmente acontecer, será bom para os norte-americanos e para o mundo todo, que notam com clareza que esses dois realmente querem passar uma borracha no que os Estados Unidos foram nos últimos oito anos.

Ronaldo.

De toda essa repercussão do caso Ronaldo, uma coisa foi válida: ele salvou Isabella.
Ronaldo, após se aventurar com três travestis atraiu o foco da imprensa para ele nessa última semana o que contribuiu para que o jornalismo carnificina, popularesco e sem índole que estava sendo feito em cima do caso Isabella diminuísse por um instante. Valeu Ronalducho!
Tratando agora especificamente do ex-atleta, uma coisa se tornou clara nessa semana que parece que tomou um desfecho: Ronaldo gastou muito dinheiro nessa brincadeira toda (não a brincadeira no motel), mas o caso como um todo. Nessa semana, as travestis deporam no polícia e segundo elas, "não houve sexo, nem consumo de drogas". Faça-nos rir por favor! Então, na ótica das travestis elas foram ao programa apenas para um descontraído bate-papo com o jogador? Isso é coisa de psicóloga! Se Ronaldo quisesse apenas conversar, ele ligaria para sua mãe e não contrataria travestis para um gostosa (ambíguo isso) conversa em um motel.
Fica claro que Ronaldo foi sim atrás de travestis, muito embora na horrorosa e combinada entrevista, diga-se de passagem que ele concedeu ao Fantástico no último domingo ele negou tudo e repetia exaustivamente que estava arrependido.
Ronaldo, é carioca, conhece sua cidade natal. Sem sombra de dúvidas sabia aonde e como encontrar travestis na madrugada da cidade. Óbvio isso! Todos sabem que travestis têm seu ponto tradicional e prostitutas outro ponto, sem nenhum contato com as travestis. Em todas as cidades do mundo é assim. Em Belo Horizonte, todos sabem aonde ficam as travestis e as prostitutas e ambas por sinal em pontos diferentes da avenida Afonso Pena. Ronaldo, foi diretamente no ponto das primeiras.
Agora, vem a pergunta de sempre: "E eu com isso?" Realmente, ninguém tem nada a ver com toda essa história, mas há uma ressalva. Se Ronaldo, tivesse (sabiamente?) contratado travestis para irem à sua casa, ou à qualquer outro lugar, no mais absoluto sigilo, sem problema algum. O que aconteceu porém, é que o fato se tornou público o que não teria problema nenhum porque o que aconteceu com Ronaldo acontece diariamente com outros tantos por aí. Porém, para a infelicidade do jogador, o fato se tornou público e com uma figura pública. E essa figura, é um dos chavões da cultura brasileira - jogador de futebol, humilde, que com muito esforço enriqueceu-se e foi para o exterior. Ou seja, exemplo para muitos garotos espalhados não só pelo Brasil mas no exterior também, visto que a notícia teve uma gigantesca repercussão no exterior principalmente na Europa. E para completar a dose de importância da imagem de Ronaldo, o jogador é embaixador, não da Unicef, que até divulgou nota esclarecendo que o jogador não faz parte do rol de embaixadores da entidade, mas sim embaixador da boa-vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Não que isso amenize o impacto do jogador: desenvolvimento e crianças, no mundo de hoje, estão extremamente ligadas.
Golaço contra Ronaldo.

Domingo, 20 de Abril de 2008

Isabella.

[depois de muuuuuuuuuuuuuito tempo sumido!]
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O título do post, imagino eu, nem precisa de muitas explicações. O nome dessa menina é hoje um dos mais falados e comentados pelo país. Semana passada, estava no centro de Belo Horizonte e duas situações me chamaram atenção: ao chegar na fila do médico o assunto que (já) estava sendo discutido era o de Isabella. O assunto era debatido em um misto de raiva, excitação e tristeza por um senhor, uma pseudo-inteligente (digo isso porque em um dado momento, ela me solta a pérola que "se o Brasil fosse colonizado pela Inglaterra, as coisas aqui seriam diferentes") e uma jovem senhora, aparentando não ter mais que 35 anos. Naquele momento, mais ouvi do que falei porque queria ver de que modo essas três pessoas tratariam aquele assunto. Não constatei nada de diferente: todos eram, fervorosamente a favor da condenação do "pai" e da má(drasta) de Isabella. A pseudo-inteligente defendeu até pena de morte, mas não vou entrar no mérito dessa discussão.
Na outra situação, foi na volta á casa: esperando o ônibus em plena alameda, sentado junto com algumas pessoas e outras tantas em pé. Naquela típica "conversa quebra-gelo", uma senhora bem velhinha puxou o assunto com outra que aparentava ter a mesma idade. Uma mulher do lado ficou observando e empolgada com o assunto, entrou na conversa. Em menos de 5 minutos, todos, sem exceção, os que ficaram no ponto começaram a discutir o assunto. Até eu me aventurei em falar algumas palavras, condenando o casal, assim como todos os que estavam no ponto.
O que me impressionou foi a repercussão desse caso. Sem nenhum exagero que o que vemos diariamente na TV, rádio, jornal e internet parece uma novela. Um crime, emocionante e que choca por ter num dos papéis principais a figura paternal como o principal suspeito e cliché, ao ponto que a madrasta é também uma das suspeitas. Revigorante, pelo lado da mãe da menina que mostra incrível controle emocional. E no meio de tudo isso, a personagem central, que nem chegou a ser vista pelo público: Isabella.

Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

8 longos anos.



No último dia 14, o presidente estadunidense George Bush concedeu uma entrevista à britânica BBC digna de final de mandato. Enquanto os candidatos à um assento na Sala Oval se engalfinham, o presidente Bush começa a juntar seus trapos para deixar o cobiçado endereço da Avenida Pensilvânia. Entre os muitos assuntos tratados na entrevista, assuntos os quais renderiam uma postagem, uma única frase dele será o nosso tema de discussão - "And history will judge - the decisions made during this period of time as necessary decisions" que traduzindo - "E a história irá julgar - as decisões tomadas nesse período como decisões necessárias".

Não precisa de tanto tempo assim! As decisões tomadas pelo 43º presidente dos Estados Unidos podem ser discutidas agora - e a retrospectiva não é tão boa não.
George Bush entrou na Casa Branca sob circustâncias que ainda geram debates - ele tomou posse empurrado pela Suprema Corte depois de ficar com quase 500 mil votos a menos que seu rival na época, Al Gore. Saiu vencedor pelo número de delegados conquistados. Diferença de apenas 5.
Isso é no mínimo curioso uma vez que Bush é o maior pseudo porta-voz da democracia do mundo. É ele que interfere em republiquetas pelo mundo todo, invade o Iraque com o falso pretexto de tirar um ditador e instaurar uma "democracia", enfim, enfim.
George Bush é uma auto-antítese - prega pelo mundo a necessidade dos direitos democráticos e da liberdade do homem, mas foi seu governo que usou dos meios mais sórdidos contra prováveis terroristas, usando técnicas de tortura em interrogatórios espalhados por prisões secretas em países do Leste Europeu, prisões em países que invadiu ou que co-governa e o clássico exemplo da prisão na baía de Guantánamo, em Cuba.
Bush, na sua mirabolante e digna de roteiro hollywodiano "guerra ao terror", privou até mesmo seus compatriotas do direito de privacidade e liberdade - com sua retórica de "pelo bem da América", ele instaurou no país um verdadeiro clima de terror ao por na cabeça de cada americano que qualquer um, mas principalmente muçulmanos podem a qualquer momento se explodir num ato terrorista. Com isso, nunca na história americana houve tanta espionagem, escutas telefônicas que passaram a não ter necessidade de autorização da justiça e quebra dos direitos civis - o maior orgulho de qualquer americano tinha.
E quem embarcou com Bush em suas campanhas se deu bem, principalmente as indústrias bélicas, química e de petróleo da onde saiu o vice-presidente Dick Cheney e o próprio Bush. Nunca essas empresas lucraram tanto, e o melhor, em tão pouco tempo - o investimento na campanha veio mais rápido do que o maior dos otimistas poderia imaginar. Nem preciso me prolongar para explicar como esses ramos lucraram... duas palavras explicam os lucros bilhionários - Afeganistão e Iraque.
Quando falam que a história contemporânea se divide em pré e pós-11 de setembro, não é nenhum exagero. Depois desse dia, o mundo mudou sim, e para pior. Enfiaram-nos guela abaixo um regime de terror, de medo, insegurança, no melhor sentido dessas palavras. O mundo hoje é instável - não sabemos qual será o próximo devaneio do Império Des(unido) do Norte.
Bush disse que a história irá julgar seus atos, mas como vimos, isso não será preciso. Claro, isso acontecerá como tudo sempre acontece - coisas ruins, nunca são gravadas no momento em que acontece, como por exemplo os alemães da era nazista que sequer imaginavam a insanidade de seu líder Adolf Hitler e como a história o condenaria para sempre. Para Bush, a recíproca é verdadeira.

Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Entrevista com o diretor de "Tropa de Elite", vencedor de prêmio em Berlim.

Ame ou odeie 'Tropa de Elite', o que importa é o debate". Essas foram as palavras do diretor José Padilha em uma entrevista à DW-WORLD no Festival de Cinema de Berlim. O filme de Padilha, foi vencedor do prêmio 'Urso de Ouro'. Abaixo, segue a entrevista.
DW-WORLD.DE: Ao montar o Tropa de Elite, você optou pela narração em off, em primeira pessoa, para o personagem do Capitão Nascimento. Esse é um recurso que induz, pelo menos a princípio, uma identificação do espectador com o personagem. Você se surpreendeu com a transformação dele em herói por parte dos espectadores ou previu isso durante a montagem?

José Padilha:
A pergunta tem uma premissa da qual discordo. O Capitão Nascimento não se transformou em herói. Fui a mais de cinco universidades falar do filme no Brasil, a mais de dez sessões do meu filme. Nas universidades, filmei os debates, que tinham dois, três mil estudantes. Eu perguntava: quem acha que o Capitão Nascimento é um herói? E nenhuma mão era levantada.

Acho que isso simplesmente não é fato. Vi em alguns jornais as pessoas dizerem que a população brasileira transformou o Nascimento num herói, logo, os brasileiros seriam a favor da violência. Isso é uma mentira. A população brasileira não é a favor da violência. É uma deturpação da realidade do Brasil.

A narração em primeira pessoa é comum no cinema de vários países. É verdade que ela cria uma relação entre o espectador e o personagem que está narrando. Em outras palavras, o filme está sendo visto pela ótica daquele personagem. Em O Poderoso Chefão, por exemplo, as pessoas se identificam com o Michael Corleone, que é o personagem principal. Os Bons Companheiros é narrado por um mafioso, Apocalipse Now por um assassino. E as pessoas se identificam com aquele assassino e com aquele mafioso e vêem a realidade através do olhar deles.

Não vejo problema em fazer isso com um policial e entender o ponto de vista dele. Assim como não vejo problema nenhum na opção do Scorsese pela narração de um mafioso em Os Bons Companheiros. Você torce pelo mafioso o tempo inteiro e isso não significa que você ache que a máfia seja boa.

Acho esse argumento muito infantil. É como se as pessoas que estão vendo o filme não fossem capazes de distinguir ficção da realidade e a crítica fosse muito mais inteligente e entendesse isso muito melhor. Discordo e acho que a população é muito inteligente e sabe bem o que está vendo.

A representação da classe média no filme foi um ponto extremamente discutido no Brasil. Essa mesma classe média, que está acostumada a atribuir toda a culpa ao governo, esquecendo que explora a empregada doméstica dentro da própria casa. Você acha que Tropa de Elite pode ter iniciado uma reflexão nesse sentido, por cutucar nesse ponto?

A briga, a violência urbana no Brasil foi vista até hoje como se fosse uma guerra particular entre bandidos e traficantes, da qual a classe média estaria excluída. É óbvio que a classe média está dentro dessa guerra e que a guerra não é particular.
Por exemplo, no Brasil, por algum motivo, a maconha é ilegal. Poderia não ser, mas é. Então, o usuário da maconha e da cocaína, quando compra drogas, está comprando de um grupo armado que domina uma comunidade carente. E ele sabe disso, isso está implícito na escolha dele. Ele está financiando as armas e as balas dos traficantes, sim. Ele está dentro do processo social que gera isso e está fazendo escolhas conscientes que alimentam esse processo. A classe média tem uma grande dose de hipocrisia no Brasil.

Onde você pode ver isso claramente? A lei brasileira hoje diz o seguinte: se você é um menino pobre, que vende maconha e cocaína numa favela, e você é preso por um policial, você comete um crime hediondo, segundo a lei brasileira. Você vai para a cadeia, é uma cadeia lotada, onde cabem quatro pessoas ficam trinta, você não consegue dormir. É uma tortura.

Agora, se você é um garotinho rico, que está comprando essa mesma droga, a lei diz que a polícia só pode te dar uma admoestação verbal e mandar você para casa. Essa é uma grande vitória da classe média. Isso foi comemorado no Brasil como uma grande vitória. Para mim, é uma grande derrota. É vitória da injustiça e da hipocrisia da classe média brasileira.

A classe média é culpada de várias maneiras, essa é uma. Claro que não estou falando de toda a classe média, mas uma grande parte se aproveita da corrupção dos policiais. Um cara de classe média consegue corromper um policial e não é nem levado para uma delegacia. Existe uma conivência entre a classe média e o estado de coisas no Brasil que gera a violência.

O cinema é feito pela classe média. A classe pobre não faz cinema. Acho que uma grande parte da polêmica que existiu no Brasil e das acusações ao filme resulta do fato de que quem está escrevendo representa essa classe média que está sendo criticada no filme. Optei por colocar a crítica na boca de um policial violento. E aí ficou pior ainda. Como é que eu, o grande jornalista, estou sentado aqui, fumando meu baseado para escrever um artigo sobre este filme, estou sendo atacado por um policial? As pessoas não gostam, tem gente que não consegue lidar com isso, então é melhor se livrar do filme do que realmente analisá-lo.
Em relação à recepção do filme fora do Brasil, o debate se perpetua: existem críticas ácidas e muitos elogios a Tropa. Indiferença não existe e a discussão continua. Você esperava que isso acontecesse ou contava com uma reação mais clara ao filme fora do país?

É natural que esse debate chegasse até aqui através da crítica brasileira. Ele iria surgir espontaneamente? Talvez, não sei. Mas é um debate bom, é interessante ter essa discussão. Parte desse debate resulta do fato de as pessoas estarem pensando a sociedade com idéias que já morreram. A idéia de que para olhar para um processo social você tem que ser ou de direita ou de esquerda é, para mim, uma idéia morta. A gente está em Berlim, onde o Muro caiu, onde caíram duas ideologias que estão esgotadas.

Meu filme olha a sociedade sem conceitos de direita ou esquerda, mas através da teoria dos jogos. Ele cria uma metáfora. Para você entender o processo de um jogo, o comportamento de um jogador de pôquer, você tem que entender as regras do pôquer. Para você entender o comportamento de um indivíduo numa sociedade, você tem que entender que ele está tomando decisões dentro do contexto das regras daquela sociedade. Isso está claríssimo no filme.
Um policial no Rio de Janeiro: quais são as regras às quais ele está subescrito? Ele recebe 400 dólares por mês, é maltreinado, é colocado numa estrutura corrompida de cima abaixo. E a gente pede que ele faça valer a lei em favelas com pessoas fortemente armadas, com grande risco de morrer durante um longo período de tempo.

A mortalidade de policiais no Rio de Janeiro é enorme. Qual é então o comportamento de uma pessoa, dadas essas regras do jogo? É natural que ela se corrompa. Por isso que temos na polícia 40 mil indivíduos e mais ou menos 30 mil são considerados corruptos pela população. O que é verdade.

Outro resultado das regras do jogo: se você quiser ter, dentro desse grupo, um grupo pequeno de policiais que não se corrompam monetariamente, você precisa incutir nesses policiais uma ideologia extremamente violenta. Eles têm que se achar melhores do que os outros, têm que se achar acima da lei. Se não for assim, vão se corromper também. Os policiais do BOPE resultam das regras do jogo que está instalado para a polícia.

Outra regra estúpida do nosso jogo é o fato de a maconha ser ilegal. Não fosse isso, 50% da receita do tráfico acabaria. O que a gente faz no Brasil? A gente reproduz esse jogo por vários e vários anos e o resultado é o mesmo: mil pessoas assassinadas por policiais por ano. Esse jogo é estúpido.

Qual é o meu ponto? É que você consegue olhar para a sociedade e entender o processo, sem ter que escolher uma posição política. Eu não tenho nenhuma, não olho para a realidade de uma maneira política. E o fato é que a política não tem nada a ver com isso, tem governadores de esquerda e de direita e a situação é igual, porque a regra do jogo não muda.

É possível fazer cinema, fazer um filme como Tropa de Elite e dizer que não tem uma posição política? Mesmo que ela não seja partidária…

Depende do que se entende por político. Você pode ter uma posição política sem necessariamente ter que adotar uma filosofia de origem marxista ou originária de Adam Smith. Você não precisa nem ser liberal ou neoliberal e nem socialista ou comunista para ter uma posição política. Você pode ter uma posição política que surge de outras idéias que não essas. O mundo não se esgota nessas idéias. Essas idéias é que já se esgotaram e não entendem mais o mundo.
Tropa de Elite mostra um Brasil sem escrúpulos, tanto na conivência da classe média quanto na brutalidade da polícia. Um país que se mostra inviável. É um caminho sem volta, sem saídas?

O resultado do jogo depende da regra. Logo, se você mudar a regra, você pode obter um outro resultado. Mas quem instaura as regras numa sociedade são os próprios jogadores. A gente pode mudar as regras, a gente pode mudar as leis que regulam o tráfico de drogas, a gente pode mudar a estrutura da polícia; em vez de mandar uma polícia violenta para uma favela a gente pode construir uma escola, a gente pode tornar as cadeias um lugar com maior humanidade.
A gente pode mudar uma série de coisas no Brasil. É modificável. Não existe um processo fatalista. O que eu acho é que nós estamos fazendo isso conosco. Somos nós que criamos essa situação para nós mesmos e, portanto, podemos modificá-la.
Além de ter entre os roteiristas o Bráulio Mantovani, responsável pelo roteiro de Cidade de Deus, há outras semelhanças entre seu filme e o de Fernando Meirelles: a câmera inquieta, a montagem, a trilha às vezes. Os dois filmes inauguram um filão? São um marco estético, a partir do qual o cinema brasileiro parece caminhar, tematizando a violência desta forma?

Existia antigamente a noção de que, para fazer um filme sobre a sociedade, você tinha que fazer um filme que gerasse um distanciamento crítico, que não engajasse o espectador pela emoção. Os filósofos pensavam isso também, mas rapidamente descobriram que não. Como Deleuze ou Foucault, por exemplo, que descobriram que você pensa para dar conta das suas emoções.

Os neurologistas também descobriram que cientistas brilhantes, que tiveram problemas na área emocional do cérebro, por exemplo, não conseguiam mais produzir, embora a área intelecutal estivesse intacta. Porque é necessário emoção para pensar. E isso chegou ao cinema. O Fernando [Meirelles] fez isso no Cidade de Deus. Ele pensou: não preciso ter uma seqüência lenta, que tire o espectador à la Brecht: "agora você pensa". Não preciso fazer isso. Preciso engajar o espectador ao longo do filme inteiro e vou gerar um debate muito maior ao final do filme.

Por isso o Cidade de Deus gerou mais de 50 teses universitárias. Tropa de Elite já gerou 30 no Brasil e no exterior. Não estou dizendo que você não possa fazer um filme que tenha um ritmo lento. Só digo que a emoção e o engajamento do filme com o espectador não alienam a razão. Pelo contrário, a emoção puxa a razão para dentro do filme muito mais do que o filme que é criticamente distanciado. Tanto que você falou que as pessoas ou amam ou odeiam e debatem o filme ferozmente. É isso que a gente quer.

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

A ministra de (des)igualdade racial.

Lembram-se de Matilde Ribeiro? Ah, sim, sim, aquela mesma do cartão de crédito corporativo! Memória boa a de vocês! Mas estava me referindo àquela situação, ano passado, quando a ministra (sic) da Igualdade Racial disse: "Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. " Pois é! Foi de pasmar... a dita ministra da Igualdade Racial dizendo isso... Só a título de curiosidade: não aconteceu NADA com a nobre ministra depois dessa declaração. Mas esse não é o assunto do post...
É que na semana passada, a mesma Matilde Ribeiro finalmente caiu de seu pedestal! Como já disse, não por causa da estúpida declaração, mas por outro motivo: as contas da CGU (Controladoria Geral da União) mostram que a ministra havia gasto em 2007 impressionantes R$ 171000 com o cartão de crédito corporativo. Esse famigerado cartão, dá direito aos funcionários do governo, de realizarem compras, que na teoria, seria apenas para o exercício da função. Mas como estamos falando de Brasil, é CLARO que não é isso que estava acontecendo.
E a d. Matilde, que ficou no olho do furacão, gastou dessa quantia, R$ 110000 em aluguéis de carro, R$ 5000 em restaurantes, só para exemplificar. Isso mesmo! A ministra, que com sua cara de pasmacera e de "eu-não-sabia", veio a público dizendo que foi mal orientada por dois funcionários de sua igualmente inútil ex-secretaria e segundo ela, os dois foram demitidos. Pobres homens... pagaram o pato.
A ministra de inocente não tem nada! Vai dizer que não sabia o uso correto de seu cartão? Na prática sabemos que não, mas na teoria, ela também não sabia? Hahaha! Faça-nos rir d. Matilde!
O fato, é que essa senhora só apareceu na mídia mesmo por dois motivos e nenhum deles, diga-se de passagem, por conta de sua boa atuação na secretaria - a entrevista à BBC Brasil e o escândalo do cartão. Matilde Ribeiro, era uma das antigas - estava na pasta desde 2003.
E inacreditavelmente só deu as caras ano passado...
Uma senhora dessa é mais um dos exemplos da canalhice que assola o campo da política. O exemplo dela, é um senhor exemplo, mas não é o único - começaram as conversas em Brasília sobre uma CPI dos Cartões, já que junto à ministra, há outros exemplos de irregularidade no uso do cartão. Uma (nova) bomba para a equipe do presidente Luizinho desarmar...
O futuro da ministra? Bom, ela pediu demissão e oficialmente não será mais nada dentro do governo. Mas não é preciso nem dizer que gente como essa mulher, daqui a pouco será presidente, diretora ou vice-sub-vice de algum órgão governamental e claro, fazendo o que sabe de melhor - mamar nas tetas do governo dando aquela boa sugada no nosso dinheiro.

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Burocracia

Fico impressionado de ver como a coisa pública é burocrática nesse país. Não só aqui, concordo, mas o Brasil é um superlativo em todos os sentidos possíveis. Mas esse é assunto para outro post!
Tive que resolver hoje uma pendenga no Ministério do Trabalho, aqui em Belo Horizonte e não preciso nem falar que o sentimento só é um - frustração.
Para começar, o prédio e os funcionários do MT dão medo! Prédio horroroso, velho, mal cuidado e os funcionários, hunf... Não dão a mínima para você, te informal mal como se estivessem fazendo um favor para nós. Funcionário de recepção deveria é ganhar por hora trabalhada, sabia? Mas hora trabalhada meeesmo! No batente! Porque ficar coçando até eu!
Ao finalmente chegar na responsável pelo que queria, ela disse que "hoje não sai mais nada". E eram 14:30! Segunda-feira! Segundo ela, tenho que pegar senha que começa a ser distribuída às 08:00 e com certeza 08:04 não tem mais nada. Bem típico... Agora, 21:40, já deve ter um pessoal acampando na porta do MT.
Fico imaginando para que tanta burocracia, não só pelo que queria hoje, mas com tudo! Em pleno século XXI (meio chiclé mas é verdade), com a informática adentrando todos os ramos dos serviços, porque o governo não disponibiliza alguns serviços online? Não me venha falar que consultar o IPVA online já "tá ótimo!". Os serviços todos devem ser extendidos à grande rede, para que nossa presença nos prédios, seja só necessária na hora o documento, ou requerimento, assinar alguma coisa.
Isso dá agilidade, fluidez e torna os processos menos burocráticos.
Ah, uma última coisa: odeio quando falam que BH é uma "roça grande" mas quando me deparo com o que me deparei hoje concluo com muita dor que não deixa de ser verdade... Uma cidade com 2,7 mihões de habitantes deveria ter outros postos de atendimento do MT. Tem que desvincular, pelamordeDeus! O que custa colocar postos de atendimento nas principais regionais da cidade? Isso diminui o fluxo de pessoas que vão ao prédio, que por tabela vão ao centro, que acabam pegando ônibus ou carro , ônibus e carros que deixam o trânsito intransitável... Tudo é uma cadeia.